CASA DE ARROIOS (Lisboa)
Este é um dos lugares de destaque na relação de Pedro da Maia com Maria Monforte.
A Casa de Arroios é um importante
cenário do romance, uma vez que é lá que Pedro da Maia e Maria Monforte vão viver após o seu casamento. Inicialmente, partem para a Itália e, mais tarde, para Paris.
Regressados a Lisboa, o ambiente da casa de Arroios, onde irão habitar. O casal irá, então, iniciar uma intensa vida social, inerente ao meio a que pertence, a qual denunciará, bem cedo, a instabilidade emocional de ambos, com noitadas festivas e manifestações de ciúmes.
“Tinham alugado a Arroios um primeiro andar no palacete do Vargas” - Os Maias, pg. 23
“Nesse outubro, quando a pequena completou o seu primeiro ano, houve um grande baile na casa de Arroios, que eles agora ocupavam toda, e que fora ricamente mobilada.” - Os Maias pg. 35
"De resto, mesmo alguns amigos de Pedro, o Alencar, o D. João da Cunha, que começavam agora a frequentar Arroios, riam daquela obstinação de pai gótico, amuado na província, porque sua nora não tivera avós mortos em Aljubarrota! E onde havia outra em Lisboa, com aquelas toiletes, aquela graça, recebendo tão bem? Que diabo, o mundo marchara, saíra-se já das atitudes empertigadas do século XVI!" - Os Maias, pg. 35
"O Alencar esse proclamava-se com alarido seu «cavaleiro e seu poeta». Estava sempre em Arroios, tinha lá o seu talher: por aquelas salas soltava as suas frases ressoantes, por esses sofás arrastava as suas poses de melancolia. Ia dedicar a Maria (e nada havia mais extraordinário que o tom langoroso e plangente, o olho turvo, fatal, com que ele pronunciava este nome - MARIA!) ia dedicar-lhe o seu poema, tão anunciado, tão esperado - FLOR DE MARTYRIO!" - Os Maias, pg. 36
Tudo isto prepara o desenlace trágico da intriga secundária: abandonado pela mulher por quem tivera uma paixão doentia, Pedro suicida-se, na casa da família, em Benfica.