CAFÉ MARRARE (Lisboa)

O Café Marrare foi considerado “o café mais antigo e, sem dúvida, o de maior nomeada em Lisboa”. Fundado por António Marrare, “estabeleceu-se primeiramente no largo de S. Carlos, mudando daqui, em 1820, para o edifício da rua do Chiado que tinha então os números 25 e 26, hoje Rua Garrett, 58-60”.


Desde logo, o Marrare foi uma “espécie de café-clube, frequentado de dia e de noite por uma sociedade, o high-life que era com certeza a fina flor da nossa aristocracia e da alta burguesia lisboeta. Júlio de Castilho sintetizou assim o Marrare: «Lisboa era o Chiado; o Chiado era o Marrare; e o Marrare ditava leis.»

Todos os escritores contemporâneos enalteceram a simpatia do seu ambiente e as qualidades do serviço.
in https://lisboadeantigamente.blogspot.com/2016/01/o-cafe-marrare-do-polimento.html, 14-01-2016
(consult. em 30-04-2023, com supressões)

É à porta do Marrare que Pedro da Maia vê Maria Monforte, enquanto esta se dirigia para a modista. Pedro pede informações ao poeta Alencar sobre ela.

“Numa tarde, estando no Marrare, vira parar defronte, à porta de Madame Levaillant, uma caleche azul onde vinha um velho de chapéu branco, e uma senhora loira, embrulhada num xale de Caxemira. […]” - Os Maias (cap. I)

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